O colagénio engorda e outros mitos
11 de diciembre de 2025

Autor: Jose Luis Ramírez (@dr.ramirezbellver)
O colagénio é uma proteína essencial: faz parte da pele, dos ossos, dos tendões, das articulações… É como o “andaime” que mantém muitas estruturas a funcionar bem. Mas, apesar disto, existe bastante confusão acerca do mesmo. Engorda se o tomar? Tem efeitos negativos? Serve realmente para tudo o que é dito? Neste artigo, vamos rever o que a ciência tem claro, o que ainda não se sabe totalmente e como tirar proveito do colagénio sem cair em exageros. Também mencionaremos os suplementos Colagénius Beauty Total e Colagénius Total Gold como exemplos de suporte para a pele, cabelo e unhas.
Mitos e verdades sobre o colagénio
O colagénio engorda? Um dos mitos mais repetidos. Mas a evidência científica desmente-o: o colagénio, no fundo, é proteína e fornece cerca de 3 a 4 calorias por grama, tal como outras proteínas. As doses de suplementos são geralmente baixas e não suficientes para alterar significativamente o seu balanço calórico. Não contém gordura adicionada nem açúcares que “incham”, por isso não promove por si só o aumento de gordura corporal. Se aumentar de peso, é muito mais provável que se deva à alimentação, ao excesso calórico, à pouca atividade física ou ao metabolismo — não ao suplemento de colagénio.
Não é só para a pele ou para pessoas mais velhas. Outro mito comum: que serve “apenas” para melhorar rugas ou que é só para pessoas idosas. A partir dos 30 anos começamos a perder colagénio e, depois dos 40, essa perda acelera-se, tornando-o especialmente útil nessas idades. O colagénio existe em muitas partes do corpo (cartilagens, ligamentos, ossos, vasos sanguíneos...) e pode desempenhar um papel útil em diferentes fases da vida, não apenas nos idosos. Além disso, estudos demonstram benefícios na saúde das articulações, recuperação de tendões e apoio em lesões, entre outros.
O colagénio é realmente absorvido? Sim. É verdade que, quando o ingere, ele é hidrolisado: quebra-se em peptídeos e aminoácidos durante a digestão. Mas isso não significa que “tudo está perdido”. Alguns desses peptídeos têm a capacidade de estimular o corpo a produzir mais colagénio próprio ou a favorecer outros componentes dos tecidos conjuntivos. Os peptídeos de baixo peso molecular (hidrolisados) parecem ter melhor absorção do que o colagénio na sua forma nativa, o que melhora o seu efeito biológico.
Que efeitos negativos tem o colagénio?
De um modo geral, o colagénio hidrolisado tem um bom perfil de segurança. Não existem evidências sólidas de efeitos adversos importantes quando usado nas doses recomendadas. Em doses muito elevadas, algumas pessoas podem sentir incómodos digestivos: gases, inchaço abdominal ou acidez — mas não é frequente. Podem ocorrer reações alérgicas, sobretudo quando a fonte do colagénio é marinha (peixe, marisco), bovina ou aviária; pessoas com alergias conhecidas devem evitá-lo.
Pessoas com doenças renais, hepáticas ou que já tenham uma dieta muito rica em proteína devem consultar um especialista antes de adicionarem mais proteína na forma de suplemento, incluindo colagénio. Também convém verificar que outros ingredientes acompanham o colagénio: por vezes há aditivos, aromatizantes ou conservantes que podem afetar quem é mais sensível.
Como tirar proveito dos benefícios do colagénio
Para tirar proveito do colagénio - se decidir usá-lo - aqui estão algumas dicas com base no que foi visto em estudos:
Escolha o colagénio hidrolisado. Ou seja, colagénio “pré-digerido” em peptídeos de baixo peso molecular. Facilita a absorção pelo intestino e melhora a rapidez de ação.
Acompanhe-o com uma boa alimentação e outros nutrientes cofatores. A vitamina C, por exemplo, é essencial para que o corpo utilize os blocos de colagénio. Também o zinco, o magnésio, uma boa hidratação, dormir bem, evitar tabaco e gerir a exposição solar. Tudo conta.
Seja constante. É pouco provável que notes resultados de um dia para o outro. Muitos estudos utilizam 8 a 12 semanas (ou mais) para mostrar efeitos visíveis na pele, articulações, recuperação muscular, etc.
Combine-o com exercício. Mexer o corpo — especialmente treinos de força — potencia os resultados. Não basta “tomar colagénio”: é preciso ajudar o corpo a utilizá-lo corretamente. Os tecidos que são exercitados respondem melhor.
Controlar a dosagem e a qualidade. As doses eficazes variam entre 2,5 e 15 g por dia, dependendo do objetivo. Verifique a reputação da marca, a transparência sobre a origem e se é hidrolisado.
Conclusão
Em resumo: tomar colagénio não engorda nem provoca efeitos adversos significativos quando usado nas doses adequadas. Os suplementos de colagénio hidrolisado podem ser aliados reais para quem quer melhorar a saúde da pele, fortalecer ossos e articulações ou apoiar a recuperação muscular — desde que usados com sensatez.
Desmantelar mitos ajuda: já não há desculpa para confundir “colagénio” com “aumento de peso” nem para assumir que todos os suplementos são iguais. Com as informações corretas, é possível tirar o melhor partido destes produtos.
Se quiser aprofundar, poderá consultar os materiais informativos e produtos no site da Colagénius, onde Colagénius Beauty Total, com colagénio hidrolisado Verisol®, ou o novo Colagénius Total Gold, com colagénio marinho hidrolisado Naticol®, são apresentados como alternativas pensadas para um cuidado integral. Mas lembre-se: se tiver dúvidas sobre se é o mais indicado para si, consulte um especialista.